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domingo, 29 de maio de 2016

DEGUSTAÇÃO GRATUÍTA DO TERCEIRO LIVRO DA TRILOGIA- EM CAMPOS TELEPÁTICOS NÃO NASCEM GIRASSÓIS





Prefácio:
Planeta Eras e humanos iguais aos da Terra animados por descobrir que não estavam sozinhos no Universo.
            Bianca Martinelli, uma exímia bailarina aposentada, nunca se casou, nem teve filhos, dedicou mais de 40 anos de sua vida ao Ballet clássico viajando por todos países de Eras.
Depois desta carreira estudou e fez mestrado em astronomia sendo renomada professora na Universidade de Gemines mesmo tendo.
Após um convite inesperado, aos 75 anos de idade Bianca conhece o professor Bernard que aos 64 anos de idade já aposentado, dedica –se a plantar girassóis.
Bianca vive tórrida paixão aos 75 anos sem medos nem tabus.
REVELANDO OS SEGREDOS DO AMOR E SEXO NA TERCEIRA IDADE.



EM CAMPOS TELEPÁTICOS NÃO NASCEM GIRASSÓIS.

CAPITULO I


            A Universidade Federal de Gemines estava alvoroçada, e a bailarina aposentada Bianca Martinelli, de 75 anos de idade, em plena forma e vigor, agora também com mestrado  em astronomia, professora de jovens cientistas, discorria em voz animada através de um vídeo de que a  Agência Espacial de Gemines, divulgou, descobriu um novo planeta habitável.com pessoas humanas morando tal qual no planeta Eras, Segundo os cientistas, o planeta era semelhante, só que um 10 vezes menor, era também um planeta azul como Eras, os astrônomos encontraram sondas espaciais vindas de lá, descobriram também  o nome de planeta Terra, como foi nomeado também em Eras, possuindo 4 estações com variações de  temperatura, tal qual Eras, encontrando-se há 40 anos-luz de distância, de Eras.
A Terra. Foi rastreada pelo telescópio espacial Luierr, ativado há anos, para explorar os céus em busca de mundos e vidas semelhantes, e gira em torno de uma estrela chamada Sol com um ano que dura 365 dias Eras demora 389 dias em torno de seu sol, para completar um ano girando no espaço, no que os astrônomos chamam de zona habitável, região em torno de uma estrela onde as temperaturas são variáveis, possibilitando a existência de vida humana e de água líquida.
Fascinados, os estudantes não falavam em outra coisa, perguntavam a si mesmos se um humano da Terra era ganancioso, doentio e fútil e vazio como eram os humanos de Eras, riam debochavam, levantavam hipóteses de os terráqueos terem 3 olhos, ou um braço só ou seriam iguais à eles de Eras ?
            Depois da aula A senhora Bianca andava apressada no corredor, em direção ao estacionamento, e o   Doutor Nicsom professor e pesquisador do fenômeno da telepatia, interrompeu os passos, e disse:
— Ei Bianca, aonde vai tão apressada ?
— Já terminei de ministrar minhas aulas, estou indo embora.
— Gostaria de perguntar se você tem interesse de ir ao grande concerto de piano no Centro Cultural que fica entre Taurus e Gemines. Comprei o ingresso, porém não poderei ir. Quero ofertar meu ingresso de presente.
— Vou de bom grado, caso a data coincida com uma data que eu esteja livre.
            — Será daqui a dois sábados.
            — Vou poder ir, quanto lhe devo pelo ingresso?
            — É um presente Bianca!
Feliz, a doce senhora pegou o ingresso e foi para  casa alegre e saudosa do Balé. Do qual tinha bastante contato com piano e orquestras... Chegou em casa faminta, foi saborear um prato de baixas calorias, e depois, ficou na sala admirando seus quadros com muitas fotos do Balé, desde criança, trabalhou no mundo da dança por décadas, formando um extenso currículo dedicado ao balé, tornou-se mestra, formou profissionais que se espalharam por várias cidades, e exterior. Aos 66 anos formou-se também em astronomia, brincava que o balé era seu chão e  a vida dos astros seu ar.
            Fechou os olhos e recordou do espírito de disciplina e de rigor muito sérios aplicados à dança,a primeira professora era rígida, e dava  aulas com uma varinha para alertar as alunas! Mandava fazer, e todas faziam.

Enquanto isto, em Taurus, um repórter tentava entrevistar o professor Bernard, que para evitar que um terreno dele, fosse invadido, ou tomado por entulhos, plantou girassóis, tornando a cidade de Taurus , um verdadeiro cartão postal com um campo extenso de  girassóis, misturado aos arranhas céus e avenidas. A plantação ficou famosa e foi pauta do Jornal aquele dia

DEGUSTAÇÃO GRÁTIS DE PARTES DO LIVRO TELEPATIA O LIVRO NÚMERO 1 DA TRILOGIA




Capitulo I



p
laneta Eras, parecido com a Terra, cheio de vida humana, com os mesmos defeitos, um pouco maior, a natureza exuberante de Eras oferecendo belezas diferentes, das belezas da Terra. Neste planeta, um cenário encantador, na cidade esotérica de Geminnes, outono marcava, com a presença de uma névoa muito charmosa cobrindo e rareando o ar, belas cores tornando poéticas as paisagens de meia-cor.
Árvores derrubando suas folhas secas, montes exuberantes, e o trem passando ao longe pela montanha ao leste, este quadro, absolutamente maravilhoso. Ondas eletromagnéticas, estavam mais vigentes, e isto deixava Aline mais aguçada pela telepatia. Aline andava por entre as árvores do parque, entristecidas pela ausência de folhas. Dispersa do mundo visível, absorta em sua mente, captava pensamentos de Felipe um rapaz por quem era apaixonada, sempre ensimesmada, estabelecia uma comunicação tão audível quanto falar pessoalmente.
— Felipe, aonde você está? -Vou buscar um lápis para fazer um rascunho. (Isto não foi uma resposta, por coincidência ouvia o que ele estava pensando, mas Felipe não ouvia o que Aline estava pensando).
— Estou te atrapalhando?
 Quero te ver, eu estou com saudades de você Felipe!
— Estou com saudades (disse ele em pensamentos, coincidentemente, pensando em outra pessoa).
— Quando posso te ver?
Felipe olhava o calendário e pensava na próxima reunião de seu escritório e pensou por coincidência também: -Na quarta-feira próxima! -Quarta feira? Distraída com a comunicação telepática, atravessou a rua, sem prestar devida atenção, e o carro parou em cima dela!
— Não enxerga sua louca? Gritou o motorista! Ela perdeu o contato neste instante, pensou: - E por causa da telepatia, quase fui atropelada! 
Dona de um corpo de anatomia perfeita, olhos verdes, pele morena clara, cabelos negros lisos e longos, quase chegando à cintura, quando sorria seus dentes eram lindos e seu sorriso se encerrava numa covinha no rosto, carregava em seu olhar um mistério próprio de quem era telepata.
No começo, quando começou a captar pensamentos alheios, aos doze anos de idade, achou-se louca, mas depois como não havia outra maneira de se livrar da comunicação aberta, 24 horas por dia, aprendeu a conviver com barulho de pensamentos alheios dentro de sua mente.
A primeira pessoa com quem se comunicou, foi seu próprio pai. Ficava demasiadamente distraída às vezes, a ponto de quase ser atropelada por estar ouvindo pensamentos interessantes de rapazes do qual estava apaixonada. Tinha dúvidas se aquilo era mesmo fantasia ou realidade, tinha medo de procurar um psiquiatra e ser diagnosticada como esquizofrênica.
Foi para casa, sua casa era sinônimo de solidão, somente Sofia a empregada dava atenção e carinho, conversava e aconselhava Aline, a mãe, dona Francine, era distante e fria, controladora e moralista, Aline sofria carência afetiva de mãe, seu pai falecera, quando esta tinha apenas quatorze anos, este era mais carinhoso. Sofia apareceu sorrindo, entregou uma carta: -Onde está minha mãe? -Está trancada no quarto com uma terrível dor de cabeça, Aline.
— Novamente? Mas sempre? Mamãe está com dor de cabeça sempre! - Sempre. - Sofia, ela precisa consultar um médico.
A carta é do advogado, dizendo que a mansão da minha falecida tia Angelina está sendo passada para mim, mamãe precisa saber disto.
Subiu até o quarto da mãe, hesitou um pouco, suspirou, mas... bateu na porta, dona Francine pediu que Aline deixasse a conversa para amanhã nem sequer abriu a porta ou se interessou, Aline se sentiu frustrada, nunca sua mãe podia conversar, quando não estava com dor de cabeça estava de mau humor. A mansão estava situada na fronteira da cidade de Gemines e Taurus, Aline estava pensando no que poderia ser feito da casa.  Sofia chamou para o jantar. Após um delicioso jantar, um banho quente e pijama, a moça se trancou no quarto calafetado, para tocar piano, esta que aprendeu a tocar piano desde os três anos de idade, se aprimorava cada vez mais e se dedicava cada vez mais, era como suportava sua solidão. .
A solidão aumentava à medida em que dona Francine de 61 anos tinha dores de cabeça, tratava a filha como uma espécie de rival. Iria recuperar a mansão herdada, para criar um centro cultural. Desejava muito, debater com a mãe, que era sempre insensível e ausente.
Na manhã subsequente, discutiu o assunto com a mãe, que ao pensar que a garota não fosse levar projeto adiante, concordou. E esta concordância, foi para fazer Aline parar de falar.
Imediatamente, Aline se entusiasmou e na posição de empreendedora, fez muitas pesquisas e passou a escrever seu projeto.
Uma semana depois, ao notar que a garota estava mesmo determinada a transformar a herança num centro cultural, dona Francine interveio com tom de arrogância no falar:
— Aline minha filha preciso conversar com você! A felicidade reinava no coração da garota que sorriu alegre para sua mãe:
— Pois não? Mãe, pode falar!
Continuou sorrindo entusiasmada pensando que a mãe fosse dar apoio ao projeto!
— Estive pensando em seu projeto de reformar a mansão, e pensei muito mesmo, ponderei e decidi por bem, que é um projeto maluco, você não vai montar centro cultural algum, não vai!
— O quê? Não posso acreditar que você está fazendo uma coisa destas!
— Escute, para reformar aquela velha mansão há de se gastar muito dinheiro, é melhor aplicar este dinheiro na sua Universidade, ou outra coisa que dê mais lucro.
— Mas já temos dinheiro de sobra para a Universidade!
Além do mais, vou entrar na Universidade Federal de Gemines e não precisaremos pagar pelo curso.
—- Quem garante que você vai conseguir entrar?
— Eu garanto mamãe!
— Desista deste sonho, que nada vai trazer de bom, você está iludida, vai acabar com nosso patrimônio!
— Pelo amor de Deus mamãe me dê uma chance! Não se pode viver de sonhos, aprenda isto minha filha. Você é muito tonta, sonhadora. A herança também é minha e eu não vou assinar nada, não sei como seu pai foi emancipar você antes de morrer, quando você tinha apenas 14 anos, não sei o que viu em você, ele achava você ajuizada o suficiente para responder por si, mas pelo que estou vendo, seu pai errou muito!
— Engano seu, a casa herdada é somente minha, somente minha, ela deixou em testamento, meu pai me emancipou porque sabia que estava morrendo, sabia que você me odiava e era bem capaz de ficar com todo dinheiro para si!
— Sua atrevida, como fala assim comigo? Como castigo, vou anular este testamento!
— É mesmo? Vamos brigar na justiça mãe e filha? A verdade, é que você me detesta, nunca me deu carinho e atenção. Você sempre me tratou como uma inimiga.
— Você não é mais minha filha, eu detesto você mesmo adivinhou! Sofia desesperada, andava aflita de um lado ao outro.
— Eu nunca fui sua filha, nunca, você sempre me tratou como uma estranha, nunca me deixou ter amigos, nunca foi minha amiga!
Aline encarou sua mãe com ódio, com muito ódio, muito ódio mesmo, e sem sequer dizer nada, continuou a olhar com ódio para sua mãe, desejando que a mesma morresse. Dona Francine não teve tempo de pronunciar uma só palavra, caiu desmaiada no chão e bateu a cabeça na escada, Sofia estava presente e viu que dona Francine caiu sozinha. Aline se sentiu culpada e pediu socorro, Sofia ajudou a colocar dona Francine no carro e correram para o hospital, Aline dirigia chorando e pensava ter matado a mãe pela força da Telepatia. No hospital, após acordar, o médico decidiu segurar dona Francine para exames. A senhora estava sedada e dormia o tempo todo.
Doutor Sergio Vilar suspeitava de uma doença grave, chamou um neurologista, observou a solidão da jovem filha de dona Francine, não quis deixar mais desesperada aquela moça que tanto chorava, achando-se culpada pelo grave estado da mãe que estava com amnésia.
Enquanto doutor Vilar, falava carinhosamente com Aline, observava a beleza física dela, os expressivos olhos verdes...ela também observava os cabelos pretos e olhos azuis, lábios carnudos, corpo definido músculos sem exageros no ponto ideal, era um homem bem atraente. Doutor Vilar observou que Aline estava se sentindo muito culpada pela doença da mãe, aconselhou a buscar ajuda psicológica, relutou, mas depois concordou.
Durante as duas semanas em que dona Francine realizou vários exames, Aline se apegava com o médico e ele com ela numa relação de amizade. A moça decidiu mesmo fazer terapia, a pressão era muito forte.
E foi conhecer Alison a psicóloga, entrou na sala do consultório e observou os aquários decorados com lâmpadas azuis por trás, aqueles peixes coloridos nadando constantemente, produziam certo relaxamento.
A voz calma de Alison chamou a garota. Conversaram um certo tempo, logo Aline estava chorando se sentindo culpada, Alison confortou e deu um certo alento à menina, convenceu que a moça não era culpada.
Aline sentia medo de ser louca por ser telepata, sentia medo que Alison percebesse. Mesmo com estes medos saiu de lá mais confortada e decidiu continuar a terapia. Quando retornou ao quarto do hospital se deparou com uma junta médica que decidia o que fazer. Doutor Vilar, chamou Aline para conversar em particular:
— Aline, já temos o diagnóstico de sua mãe. É grave, já sei, mas me diga imediatamente o que é! Sua mãe está sofrendo de tumor maligno no cérebro.  Aline se assustou e ficou branca.
—- Precisará ser operada pelo neurologista, precisamos de 10 bolsas de sangue, o sangue dela é o negativo, portanto raro, difícil de conseguir, mobilize seus parentes e amigos, para conseguir 10 doações, é urgente.
—- Mas tenho parentes fora da cidade e não tenho amigos. Aline, você é de família tradicional, impossível que sua mãe não tenha amigos. Tem amigos muito superficiais.
— Chame-os. Desejo que você tenha muita força ok? O médico abraçou Aline, não houve como a garota não se sentir atraída por ele. Aline ligou para Regina.  Uma amiga muito solidária, logo que pôde Regina foi ao hospital e ficou o tempo todo ao lado de Aline. Logo ligou para Felipe desejando receber solidariedade e pensava ser muito querida por ele.
— Felipe?
— Sim.
— Sou eu Aline.
— Não precisava falar, liga tanto para mim, impossível não reconhecer tua voz... O que quer?
— Está ocupado?
— Estou jantando, “fala” logo!
— Desculpe atrapalhar seu jantar, estou no hospital, minha mãe está com câncer no cérebro, preciso de doadores de sangue, estou ligando para todos meus amigos, para pedir doação do tipo “o negativo”, Felipe... Está me ouvindo?
Felipe estava com raiva, nunca foi tão amigo de Aline, assim... sentia que o comportamento da moça era uma invasão, sempre! (Sabendo ser grave o problema da moça hesitou um pouco), mas decidiu dispensar de vez...
— Tudo bem Aline, sei que seu problema é grave, mas o que quer que eu faça? Achei agora uma ótima chance para dizer que não somos amigos íntimos, para você me ligar sempre, o que é isto?  Que quer que eu faça? Uma campanha para sua mãe que eu nem conheço? Felipe continuou desfiando o rosário: Aline, pare de me importunar, estou namorando uma moça e você está atrapalhando minha vida, não conheço ninguém que seja O negativo, me desculpe eu não posso te ajudar, por favor não me ligue mais!
Aline aos prantos, teve vontade de morrer naquele momento, demorou um dia inteiro a se recuperar da depressão, e não se recuperou por completo, ficou triste, muito triste, foi difícil e não entendia porque por telepatia, Felipe era tão simpático e romântico, e pessoalmente era grosseiro e agressivo.
Acontece que quando Aline ouvia Felipe dizer coisas carinhosas, o mesmo estava na casa dele olhando as fotografias de uma moça que ele gostava, ela ouvia pensamentos dele e pensava que fosse para ela, pensava que ele também ouvia os pensamentos dela, mas não...
Isto não estava de fato ocorrendo somente Aline entrava em telepatia de forma perfeita como quase ninguém podia entrar...






Capitulo II




R
egina veio jantar, foram ao restaurante fora do hospital, conversaram muito e Aline contou tudo sobre Felipe. Confortou Aline, aconselhou-a a esquecer Felipe e nunca mais entrar em contato. Conversou com Aline sobre escolha de carreira e renovou o ânimo da amiga. No dia seguinte à noite, já havia encontrado os dez doadores.
O Doutor Vilar encontrou Aline, perguntou depressa se esta já havia conseguido todos os doadores ela fez sinal que sim.
— Aline, você está tão triste moça... quer tomar um café comigo? Estou saindo para um lanche.
— Aceito!
No café ambos não tinham assunto, ficavam se entreolhando em paquera aberta.
— Tem compromisso Aline?
— Não, Doutor Sergio Vilar, acabei de levar um fora do meu “ex - futuro” namorado!
— É Doutor, na minha mente, tudo estava certo que ficaríamos juntos, mas pelo que vi, isto nem se passava pela cabeça dele!
— Aline, ele deve ter problemas de cegueira e loucura... você é linda e maravilhosa!
— Ele é um grosseiro, Doutor!
— E um burro, Aline!
— Um cafajeste.
— Um canalha!
Doutor nossa sessão de xingamento está excelente, mas... vou ter que passar em casa para tomar um banho, trocar de roupa. Eu ainda tenho alguns minutos, fique comigo, estou tão sozinho...
Aline já estava carente e achava que estava já apaixonada por ele, somente alguns segundos e pronto, a química do amor tomou conta de tudo! Sergio Vilar se ofereceu para ir até o estacionamento com ela.
Foram lado a lado caminhando em silêncio sorrindo um para outro curtindo a presença e Aline comentou:
Está tão friozinho, quantos minutos tem para o lanche?
— Mais uns 20 minutos - Respondeu o médico.
— Entre no meu carro para esquentar suas mãos estão tão geladas. Em 2 minutos ela perguntou, e aí? E aí digo eu, está esquentando? O friozinho está passando.
— Está esquentando muito?
— Muito.
— A ponto de dar um beijo?
Ambos se beijaram muito e loucamente, trocaram vários beijos, mas logo Doutor Vilar pensou que teria sérios problemas, alguém visse e saiu bruscamente do carro e Aline partiu cantando pneus, confusa e feliz ao mesmo tempo. Foi emocionante este prazer repentino em meio a tanta preocupação.
Depois de muito estudar, a equipe do doutor Couto Bueno, chegou o dia da cirurgia e Aline acompanhava a maca até o centro cirúrgico e Aline desconsolada, chorava muito, sentia remorso, achava que tinha o poder de ter deixado a mãe naquele estado, não queria de fato que a mãe morresse, sentia isto naquele momento. Ficou horas aguardando a reposta da cirurgia. Regina chegou com palavras de conforto.
Lá estava Regina, a amiga de sempre, ao lado de Aline, o tempo todo, nunca pensou ter uma amiga tão solidária!
As palavras de Regina ajudaram Aline a ficar calma e relaxada. Aline estava deitada no sofá do quarto particular e Regina sentada numa poltrona reclinável. As duas estavam em silêncio.  Aline, ouvia uns pensamentos estranhos em Regina do tipo:
-Delícia, Delícia.
No que estaria pensando ou pior, em quem estaria pensando? Não havia nenhum homem ali somente as duas, também ninguém estava com perfume gostoso, nem tinha nada delicioso para comer, então indagou:
— No que pensa Regina? -Nada, nada...
Após 12 horas de cirurgia, o médico apareceu e disse:
— Aline, Dona Francine tinha um tumor que foi removido com sucesso, era do tamanho de uma laranja, então... houve lesão no lobo Temporal Esquerdo em via de um trecho causando disfunção de memória.
— Isto quer dizer o que?
-Que sua mãe vai recordar de objetos, mas esquecerá pessoas e animais!
Aline sofreu com a notícia. Foram dias no hospital, depois, dona Francine foi para casa. Aline teve de contratar duas enfermeiras, adaptar a casa e preparar o quarto de dona Francine, por sorte, a casa dispunha de um elevador. Ela ia de vez em quando ao hospital passar com a psicóloga que ficava perto do consultório do Doutor Vilar, mas ele estava frio e indiferente, profissional e distante, não dava atenção à Aline, apaixonada não se conformava. Doutor Sergio Vilar, estava na verdade evitando Aline, mesmo. E ele sabia que ela estava sofrendo, mesmo observando-a de longe e sentia prazer ao pensar nisto.





Capitulo III




F
inalmente, depois de todos os conflitos mais urgentes resolvidos, Dona Francine estacionou num quadro de amnésia, Aline cuidava muito bem da mãe, contratou além de as duas enfermeiras e vários profissionais que vinham em casa, como fisioterapeutas, médicos em casa, serviço de ambulância, e etc. Então, com a tranquilidade de todos estes profissionais e a mãe, muito bem cuidada, finalmente foi ver a mansão herdada para ver que destino realmente daria a ela.
Um caminho em bifurcação levava parte à entrada da mansão e parte para um imenso jardim com árvores e flores, ali havia uma casa em formato de L e uma edícula nos fundos que dava acesso interno casa de 4 andares, o terreno à sua volta era muito grande repleto de alvores e flores.
Deu uma rodeada pela casa e o que viu, não foi nada bom,  viu alguns vidros quebrados, telas caindo, pintura rachada... Ficou desanimada, pegou a chave e decidiu entrar para ver o que esperava, nada de bom; papel de parede embolorado caído no chão e alguns ainda na parede, lustres quebrados, assoalhos rangendo, noutros compartimentos, uns buracos nos tetos no lugar onde deveriam estar os lustres, um emaranhado de fios soltos, torneiras quebradas, fiação velha, tudo exatamente tudo por fazer...  Mexer ali implicaria gastar muito dinheiro e o aparecimento de muitas outras coisas por fazer! Ficou desanimada, agora finalmente conseguiu compreender a mãe, fazer uma reforma não significava passar uma tinta na parede, limpar o terreno e arrumar o jardim, não. Tinha muito que fazer ali, muito! 
Pensou por fim, que por sorte não havia indigentes se apropriando do terreno, pura sorte mesmo! Foi até o carro, pegou alguns produtos de limpeza e deixou por lá.
Na sequência, foi para a terapia e após como de costume, passava na sala do Doutor Vilar para cumprimentá-lo, desta vez passou de mansinho e cabisbaixa e triste. O médico viu Aline passando, sentiu seu perfume e foi atrás:
— Ô garota, não vai me cumprimentar hoje?
— Não vou ficar tomando seu tempo em vão.
— Está triste, aconteceu alguma coisa a mais com sua mãe?
— Estou abalada pelo que aconteceu em minha vida e principalmente pelo que não acontece, minha vida, que está um filme de terror, nada de bom acontece.
— Não fique assim menina linda... então, posso te pedir um favor?
— Pode.
Sergio não se intimidava em usar as pessoas quando lhe fosse conveniente.
— Meu carro quebrou, pode me levar até a oficina?
Os olhos dela se iluminaram de esperança junto com um sorriso.
— Com todo prazer, posso sim, preciso mesmo falar com você.
— Falar comigo? Fale agora, tenho tempo disponível.
— Na carona eu te falo.
Ela não sabia como falar, sabia que não tinha direitos de fazer cobranças, não sabia se devia, parou no farol e olhou com olhar significativo.
— Então Aline? O que tanto queria falar?
— Eu só queria esclarecer o porquê de tanto entusiasmo no carro aquele dia, tantos beijos, tanto carinho e depois tanta frieza e pouco-caso, o senhor pensa que eu sou o que?
— Está brava comigo só por uns beijos?
— Não é só por uns beijos.
— Uns beijos, são uns beijos, não implicam compromisso, nem outras coisas implicam, você permitiu, você quis!
— Eu sei, eu queria que acontecesse de novo, não foi bom para você?
— Foi bom, mas eu não estava sendo ético na minha profissão, ficando com você, só isto.
— Mas você tem a minha permissão, não sou vítima de nada!
— Mas você é uma criança,
— Nada disto sou uma mulher de 18 anos.
— Mas eu não quero te magoar, você é muito sensível.
— Por que me magoaria?
— Você não me conhece. Não tem ideia de como sou.
— Quantos anos tem Sergio?
— 46!
— Então já é casado, imagino que seja com esta idade.
— Não sou casado! Separado com filhos?
— Não, sou solteiro.
— Tem filhos, namorada, noiva?
— Não tenho compromisso com ninguém!
— Sergio, quer arriscar de namorar comigo?
— Hei menina? Está me pedindo em namoro, hein?
— Não vou mais dar chances a você, é pegar ou largar, pois não vou ficar nesta ilusão telepática.
— Ilusão telepática?  ha  ha ha ha  .
Ela pensou que ele fosse telepata, mas não quisesse assumir esta faculdade, por várias razões. Eles estavam parados em frente a um jardim de um parque e trocaram muitos beijos, quando chegaram, até a oficina, já estava fechada.
— A culpa foi minha, eu te levo em casa.
— Nem pensar, eu moro longe.
— Eu te levo.
Nem pensar princesinha.  
— Deixe de ser teimoso, aonde é a sua casa?
— Moro em Taurus, outro município!
— Taurus é aqui ao lado, cidade de onde herdei a mansão de minha tia.
Levou Sergio ao apartamento dele que era bonito, limpo e arrumado.
Sergio era muito sedutor, simpático, carinhoso ficou horas conversando animadamente com Aline. Pediu pizza e abriu uma garrafa de vinho muito boa.
Sergio estava decidido a ficar com aquela mocinha cheia de vontades e personalidade de uma mulher madura, principalmente única herdeira de um grande patrimônio.
Ficou tarde, ambos se deram conta de que já passavam das dez e meia.
— Preciso ir Sergio, já são dez e meia!
— Durma aqui, é perigoso ir dirigindo sozinha pela estrada.
— Vou embora sim, já é tarde.
— Fique no quarto de hóspedes, prometo não te importunar. Sabia ser loucura, seus impulsos e precipitações, mas decidiu ficar.
—Está bem!
Ligou para Regina pedindo para que esta confirmasse que Aline dormiu lá aquela noite, ligou para Sofia e disse à Sofia que não voltaria para casa porque ia dormir na casa de Regina. Sergio muito simpático e risonho, indagou em tom de brincadeira:
— Ô princesa, costuma mentir sempre assim?
— Não. Nunca menti assim. É que não houve outro jeito quem ficaria tranquilo em saber que estou sozinha com um homem?
— Mas onde vou dormir?
Aline jovem, virgem criada com extremos moralismos, desejava se resguardar...
Sergio resolveu respeitar Aline, ele era frio e indiferente a isso, o importante seria o quanto antes, manipular os sentimentos da garota. Ambos dormiram em quartos separados realmente e a garota nem dormiu, ficou a noite toda dormindo e acordando e rolando de desejo. Sergio frio e indiferente, estava pouco se importando com o sexo naquele instante, queria impressionar a moça. Mas Aline não cedeu ao desejo de jeito nenhum. Considerava ser cedo demais. Na manhã seguinte, estavam felizes pelo início do namoro, tomaram café com pizza fria e foram para a cidade Gemines.
Aline deixou Sergio na oficina, passou na casa de Regina e como adolescente animada entre atitudes infantis e adultas ao mesmo tempo, obrigou-a ir junto com ela para casa.
— Vamos comigo Regina, não posso aparecer lá sem você!
— O que houve? Oque está aprontando?
— Nada Regina, estou namorando o médico!
— O que? Você dormiu com ele?
— Não!
— Você dormiu com ele sim, aposto!
— Não dormi com ele, dormi na casa dele e em quartos separados.
Aline chegou em casa, e percebeu um olhar de reprovação em Sofia. Mas sacudiu os ombros, nem se importou. Contratou naquele dia uma equipe, mandou fazer uma limpeza na mansão e adiou um pouco a ideia de fazer a reforma, porque dona Francine estava piorando, a doença dela, exigia muitos gastos. Dias depois... Sergio começou a namorar firme e frequentar a casa de Aline com dedicação de um namorado interessado e presente.
Sergio se vestia muito bem, era muito atraente, malhado, espirituoso e bem articulado com seus olhos azuis grandes e expressivos, não aparentava a idade que tinha. Tinha defeitos, também e como, era capaz de manipular pessoas mais vulneráveis e também as mais fortes. Queria sempre ocupar a posição de líder, aliada a capacidade de mentir despudoradamente, conquistou a confiança de Aline e de Sofia, Aline não sabia que Sergio possuía uma visão narcisista e supervalorizada de seus valores dando sempre extrema importância (com grandes doses de egocentrismo e megalomania) ele se via como o centro de tudo e tudo girava em torno dele.
Ele disfarçava sua real personalidade, fingindo ser bom e atencioso, estavam namorando na sala, enquanto isto, Sofia preparou um jantar para Sergio e Aline, ambos ficaram mis de 50 minutos, na sala de jantar falando baixinho e ao término da refeição, Aline foi até a cozinha dizer para Sofia servir a sobremesa e pegou Sofia chorando com ar de preocupada.
— O que foi Sofia?
— Estou preocupada com o estado de saúde de sua mãe, é grave!
— Sim todos nós estamos.
— Tantos anos trabalhando para ela...
— Você fala como se ela tivesse partido.
— Ela não se lembra de nenhum de nós.
— Aline...
— Sim?
— Você vai me mandar embora caso sua mãe não esteja mais aqui?
— Ora essa!
Aline ficou enfurecida com esta indagação.
— Sofia, como você fala algo assim? Você pensa que eu sou um monstro? Sempre ficará comigo, Sofia, sempre, até enquanto desejar trabalhar comigo, nunca mais diga isto, trate de parar com bobagens e servir um cafezinho e uma sobremesa para o Doutor e enxugue estas lágrimas!
Aline voltou para sala com a sobremesa e o café, e Sergio aproveitou para perguntar:
— Como está o projeto de reforma da mansão de Taurus?
— Mandei fazer uma boa limpeza lá. Mas por enquanto a prioridade é gastar nossas finanças com o tratamento de minha mãe.
— Faz bem de pensar primeiro em sua mãe, meu bem!
Aline se ofereceu para tocar piano para Sergio e ambos ficaram sozinhos no quarto dela, se entreolharam e Sergio perguntou:
— Posso perguntar algo íntimo?
— Pode.
— Você ainda é virgem?
— Sou.
— Quando pretende iniciar sua vida sexual?
— Eu estava esperando aparecer alguém especial.
— Quem será o felizardo?
— Espero que seja você, mas antes preciso conhecê-lo melhor.
— Eu sou este “coroa” que você está vendo!
Às vezes as pessoas não são o que parecem ser, as aparências enganam! (Talvez, não fosse mesmo). Ele sorriu. Ela começou a tocar a sinfonia de Eduardus I que viveu na antiga metrópole de Scorpions e ele admirava o seu talento. Levantou-se devagar, muito devagar e enquanto ela tocava, este veio por trás e beijou o pescoço dela, depois levantou a blusa e acariciou seus mamilos, os dois e perguntou:
— Em qual dos dois sente mais prazer?
— No direito.
— Eu sabia, por isto toquei nele primeiro.
— Como sabia?
— Parece que te conheço de outras vidas.
— Certo, que mais sabe sobre mim?
— Tudo o que você me deixar redescobrir.
— Vou deixar aos poucos.
Sergio despiu Aline aos poucos a deixando desnuda da cintura para cima.
Ela parou de tocar o piano e virou em direção a ele, baixou o zíper e segurou o membro viril, rígido, muito rígido, ficaram trocando muitas carícias, mas não houve penetração, não ainda. Quando Sergio foi embora, Aline sentia um misto de desejo por avançar nestas primeiras experiências e ao mesmo tempo arrependimento por ter deixado acontecer tanta intimidade em tão pouco tempo.
Esqueceu-se da reforma por um tempo e ficou pensando somente em sexo e amor, mas sexo não lhe saía da cabeça e a reforma da mansão em Taurus, ficou para depois.
Observou que dona Francine estava em um grave estado, porém se estabilizou, já havia se acostumado à rotina de cuidar de uma mãe tão doente, coordenava tudo, administrava bem o dinheiro, pagava corretamente aos serviços de Sofia, de ambas enfermeiras e o que mais precisasse. Assim, estava mais livre e solta, Sergio veio de um cansativo plantão e sorriu para Aline com esperança de conseguir cada vez mais intimidade com ela.
Após o almoço, a enfermeira Lúcia estava cochilando em uma cadeira muito confortável ao lado do leito de Dona Francine, e a paciente dormia também.



                    

Capitulo IV




A
 Primavera já havia chegado e tudo estava mais bonito, chovia devagar, lá fora e ao mesmo tempo fazia sol, os passarinhos voavam alegres e cantavam alto em meio à chuva, Aline em silêncio junto com Sergio, observava da janela do quarto, uma árvore no jardim, esta abrigava centenas de pássaros, observaram Sofia saindo de guarda-chuva, lá no andar de baixo.
— Onde foi a Sofia?
— Foi ao correio levar uma carta e foi fazer as unhas, e também ao dentista, ela pediu permissão para ficar livre durante a tarde toda para fazer estas coisas.
— Tudo isto?
— Tudo isto!
— Então ela vai demorar...
— Vai!
Ambos se entreolharam e fecharam a janela, trancaram a porta, pularam para a cama, ficaram aninhados debaixo de um edredom, curtindo um leve friozinho misturado ao fogo da paixão e desejo, trocaram muitas carícias e estava impossível não ceder, Aline não suportava mais, Sergio fez movimentos delicados em cima de Aline e depois em seguida penetrou onde nenhum outro havia penetrado, ao sentir ter rompido o hímen, parou os movimentos.
— Estou te machucando?
— Não, continue, por favor, continue, estou gostando.
— Está doendo?
— Doeu só um pouquinho mas quero continuar.
Então entre suspiros e gemidos eles terminaram o ato.
Adormeceram profundamente e ficaram juntos e desligados do mundo lá fora. Sofia chegou e bateu na porta oferecendo o jantar e ninguém respondia. Eles passaram a noite toda juntos. Sergio saiu devagar, bem discretamente, antes de amanhecer, Aline dormia e não o viu sair, nem Sofia o viu sair, apenas ouviu o carro dele saindo, então soube que Sergio havia dormido lá. Pela manhã ela romântica saiu pela casa, na suíte e em toda parte, procurou Sergio e sentiu um frio na barriga ao notar que o carro dele não estava na garagem.
— Ele foi embora!
Indignada Aline pensou:
Mas porque fez isto comigo?
Ficou frustrada foi para o quarto e chorou.
Passou o dia todo andando de um lado ao outro, ansiosa por Sergio ligar.
Sofia indagou:
-— Está tudo bem Aline?
— Sim.
— Não parece, você me parece aflita e preocupada, angustiada, triste.
— E você acha pouco ter uma mãe no estado em que está a minha? Como quer que eu fique?
— Não é isto que te preocupa, não é mesmo?
— É isto que me preocupa sim!
Aline havia lavado o lençol manchado de sangue e trocado a própria cama, lá ficou a maior parte do dia, aflita por Sergio ligar. Mas nada, nem notícias teria ele, seduzido e abandonado a moça? Deu uma volta pelo quarteirão e perguntou:
— Alguém ligou?
— Não Aline, ninguém.
Mas que droga, ninguém liga para mim, nem no fixo, nem no celular!
Outro dia amanheceu e nada de notícias. Sergio estava de folga, no entanto não telefonava, era incapaz de se colocar no lugar de Aline. Ele estava na confraria com Maysa e Artêmis, e Leandro e um grupo inteiro que gostava de fazer sexo em grupo, no “sofazão” da casa noturna chamada “O Veleiro, cujo slogam era: “onde navegar pelo prazer é coisa sem limites”
Umas luzes verdes acendiam mudavam de cor evoluindo para o azul, lilás, vermelho, branco, verde e assim sucessivamente, num ambiente de penumbra e um sofá vermelho de 3 metros, haviam 3 sofás assim lá e 3