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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Dois capitulos do voo das borboletas azuis






Proíbida reprodução por qualquer forma, seja ele impresso, digital, áudio ou visual sem a expressa autorização por escrito da 
Raízes da América penas criminais e ações civis.

1ª Edição. 2016.
ISBN:



Revisão: Fernanda Teles
Vendas: www.raizesdaamerica.com.br
Editor:  Klaus Scarmeloto (Direito, USJT)

Conselho de Redação:   Klaus Scarmeloto






1

2.                               A Máquina Dos Sonhos De 1977


C
hoveu forte, a ladeira inclinada, formava um lindo corredor de águas límpidas, em frente à casa, exalando perfume de terra molhada, as plantas nos muros, nas sacadas ficaram lindas, e as rosas extrapolavam os limites da casa, se estendiam para além dos muros da casa de Morena Sol, que contemplava tudo com admiração e respeito pela natureza, as samambaias, roseiras e onze horas eram tudo o que possuía de verde na metrópole cinza, industrial, comercial e concreta.
Mesmo com toda natureza exuberante de flores e plantas, gratas pela chuva, largou a janela, com lindas imagens, para “inventar uma música”, usando duas goteiras caindo em duas panelas, e um pente de homem, sendo estimulado por uma agulha de tricô, passava a agulha nos dentes do pente, em um ritmo que combinava o som do pente com o som das goteiras, estava quase pensando numa letra para esta música,  no auge da canção inventada... imaginando intensamente a letra, quando a mãe falou três vezes o nome dela, sem que ela desse resposta alguma!
Grande era a concentração na composição artística! Não queria parar. A mãe, sem entender a razão desta ausência, saiu furiosa e preocupada do quarto suspirando... e comentando baixinho:
— Menina tonta!
Todos costumavam se preocupar com as ausências de Morena Sol, que vivia no “mundo da lua", aérea, distante e muito calada, assim diziam os adultos dela.
— Ela é preocupante (assim dizia a mãe ao pai) muito calada e distraída parece que vive no mundo do outro mundo, essa menina tem algum problema, um parafuso a menos!
Então, Morena se enfiava em baixo de uma escada, planejava em pensamentos, ensaiava tudo o que ia dizer para enfrentar a mãe, resmungava bem baixinho:
— São tantos os mundos para se viver, meus outros mundos são bem melhores que este, aqui vivo da escola para ca­sa, de casa para a escola, nesta cidade, onde não se pode ficar na rua, não se pode ficar à vontade, que mal tem de viajar para outros mundos e outros lugares? Por que sou preocupante?
Indagava a Morena... eu não furto, não fujo, não piso nas plantas, não tiro notas baixas, nem sou malcriada... ora essa.... Nunca fui presa, nem nunca fiz nada de errado, reconheço... só sou um pouco ruim com o meu irmãozinho, mas porque ele é muito irritante, já tem 5 para seis anos, não é nenhum bebê, e se joga no chão quando não fazem as vontades dele, e porque ele pega tudo o que é meu para brincar, e quebra de propósito, e sempre conta tudo que é estou fazendo para minha mãe. Meu irmãozinho é um “inimiguinho”.
A garota seguia com seus pensamentos:
— Morena Sol, este é meu verdadeiro nome!
Ora essa, alguém com um nome destes tem todo o direito de viajar em outros mundos e até em outros planetas. Não é apelido, não, tenho pele clara, branquinha, olhos claros amendoados-esverdeados, somente quando tomo sol, é que fico bem morena. Nem mesmo sei porque me deram este nome!
Naquele tempo, não havia nem vídeo game e nem internet, Morena Sol, lia livros, ouvia músicas, fazia desenhos, escrevia poesias e inventava mundos e muitas coisas da imaginação.
A garota estava de malas prontas, ia passar parte das férias no Rio Grande do Sul. Feliz da vida, fechava os olhos e sonhava de como ia ser viagem.
Finalmente iria conhecer Cruz Alta e Panambi, arrumava a mala atarantada. E os adultos ao redor de Morena Sol, ao saberem da grande novidade, sempre batiam em suas costas e diziam, inúmeras vezes, repetiam muito mesmo, a seguinte frase:
— “Morena Sol, você vai conhecer a cidade do grande escritor Érico Veríssimo! ” Ela ficava orgulhosa, mas ao mesmo tempo, achava desaforo ser dita como, somente a terra do escritor Érico Veríssimo, porque era a cidade aonde a vó nasceu, ora, e não somente a terra do Érico Veríssimo!
— A cidade de minha avó, isso sim, e digo mais: vou na presença de minha vó para saber bem onde é que aconteceram as histórias que ela sempre contou e eu gravei na maquininha que eu inventei!  Os adultos riam, passavam a mão na cabeça dela.
— Ah... quero inventar uma máquina, da qual se possa assistir ao passado, como se fosse um filme (sem que os protagonistas percebam, pois eles ficariam muito envergonhados). E, nesta mesma máquina, haverá um compartimento do qual as pessoas possam exibir os sonhos que tiveram, durante a noi­te, para outras pessoas.
Às vezes, as pessoas contam sonhos bem engraçados e quem ouve a narrativa do sonho, se divertiria muito mais se pudessem ver as imagens. Não é o máximo esta invenção?
Neste exato momento surge o projeto desta invenção, dia de sorte, dia 13 de janeiro de 1977, ela está eufórica, e tem nas mãos a máquina imaginária genial de ver o passado e de assistir sonhos, que por enquanto é um caleidoscópio!
— Vou levar a máquina dos sonhos na mala!
Morena Sol, de olhos grandes e curiosos amendoados tão claros que se confundem com verdes, quadris largos, cintura fina, e pequenos seios arredondados e ajeitados, parecia mulher feita... mas tinha onze anos de idade. Em 1977, em São Paulo, a rodoviária era decorada com losangos coloridos de acrílico transparente, roxo, verde, azul, vermelho e amarelo, e gigantescas ao alto...
Morena Sol ficou admirada, olhando os losangos da rodoviária. Ingênua e linda, sensual, e na timidez de seus onze anos, dava um show de feminilidade! (Sem saber). Os homens viam o corpo desenvolvido de Morena Sol e diziam coisas obscenas, sem pudor. A avó a puxou rapidamente pela mão, a fim de livra-la das grosserias dos “tarados” que estavam a mexer com sua neta, enquanto ela nem se dava conta, pois imaginava muitas coisas vendo aqueles losangos coloridos, instalados na antiga cidade de São Paulo.
Então... foi junto com a avó tomar um café, à espera do horário do ônibus, se sentiu importante tomando aquele café, antes de partir para sua aventura no Rio Grande do Sul, era verão, fazia calor, e lá faria mais calor ainda no verão.
Levava na bagagem de mão, escondida da avó, a máquina imaginária, a máquina de olhar o tempo passado, batizou a invenção, de XYB-99modelo 2001 (Um caleidoscópio caseiro, construído com 3 réguas), ao olhar, se transportava ao passado. Sentiu a emoção de entrar no ônibus e em seguida disse a avó:
— Morena Sol, você pode ir na janela, mas quando estiver chegando no Rio Grande do Sul, eu quero ir para a janela, quero ver as coxilhas!
— O que são coxilhas vó?
— São morrinhos, mini montanhas que só existem no Rio Grande do Sul e na Argentina.
Quando começarem a aparecer as coxilhas, quero ver a janela!
— Mas, que bobagem brigar por uma janela por causa de coxilhas, gente idosa tem cada mania! (Pensou Morena Sol). Mas, a menina não sabia de sentimentos que havia por trás dis­to... a avó deixou o Rio Grande do Sul, por conta de uma re­volução. A Anita veio fugida, deixando corações e sua terra, sua gente tudo para trás. Ver as coxilhas significava rever a própria história deixada para trás.
Em São Paulo a vó conheceu o avô José Cândido Ribeiro, filho de cearense. Mas como aquela gente do Ceará sofria!




2

3.                               Uma Viagem Dentro Da Viagem
(O Filme 1
)


A
 viajante ficou duas horas olhando a janela, logo se cansou, quis trocar um pouco de lugar com a avó, pegou a máquina secreta. Então "ligou" sua XYB-99, num “clic” colorido, e se transportou para o ano de 1843 e neste ano viu dois lugares ao mesmo tempo, para a cidade de Castro, situada no Paraná e olhou também uma história que acontecia no Ceará, do qual duas histórias muito interessantes, aconteciam juntas!
Eram praticamente dois filmes paralelos, do qual gera­riam personagens que mais tarde se encontrariam em São Paulo. Um filme no Sul e outro filme no Nordeste.
Era véspera de natal, 24 de dezembro de 1843, dia bem quente de verão, Município de Castro, Paraná, fazia muito calor, o capim seco estalava, exalava seu cheiro, Francisca olhou a janela viu a jabuticabeira lá fora, dando uma safra de temporão, mexia nervosamente nas bonecas de pano da irmãzinha mais nova, transpirava mais de nervoso do que de calor, e a cigarra cantava após o almoço, o canto era triste, e parecia que a cigarra estava de luto, uma preguiça abatia Francisca de treze anos de idade, apesar de tanta preguiça, Francisca estava inquieta e porque não dizer? Aflita!
Este era o estado dela, além dela, ali também vivia sua irmãzinha Ana de 12 anos de idade que só queria brincar com todas as bonecas de louça e de pano.
As duas irmãs que viviam no ano de 1843, não podiam ver Morena Sol, mas Morena Sol sabia tudo da intimidade de Francisca e de Ana, via suas roupas, via as calcinhas delas que iam até o tornozelo, com rendinhas no tornozelo, as fitas, as bonecas de pano, as camas que dormiam, todos os pertences...
E reproduzia em sua máquina de ver o passado, várias vezes a mesma história...
Assim, a maquininha exibiu uma de suas prediletas:
Francisca apreensiva, angustiada sabia que rezaria na missa do galo, na capela Sant’Ana (Ela rezaria bastante sim, o máximo que pudesse, para que os planos do pai não dessem certo).  Os planos do pai de Ana e de Francisca eram verdadeiramente tenebrosos!
No dia seguinte no almoço de natal, exatamente, o pai apresentaria o noivo escolhido pela família dela. Isto não era tudo, além de ela de 13 anos, a irmãzinha dela de 12 também iria ficar noiva! As duas nem haviam ficado mocinhas ainda!
O noivo de Francisca tinha quarenta e dois anos de idade, era viúvo, sem filhos, e tinha muitas terras, plantava, colhia, era próspero, também tinha uma venda. Ela não sabia quem era o noivo, só sabia que ele viria para o almoço, fosse quem fosse, não queria se casar de jeito algum.
Ela sonhava mesmo, aprender a ler, escrever, gostaria de seguir outros caminhos, também não queria ser freira, destino dado às meninas da época que não queriam se casar. O pai não queria que ela aprendesse a ler e escrever, para não ficar mandando bilhetinhos para namorados não escolhidos por ele.
Francisca e Ana aprenderam a costurar, bordar, cozinhar, tinham de ser boas donas de casa, para serem boas esposas.
A mãe também treinada para obedecer ao marido, dizia amém a tudo, se recolhia ao insignificante comportamento submisso de cuidar do lar e concordar com tudo. Francisca questionava bem baixinho com medo de que o pai ouvisse:
— Casar sem amor mamãe?
— O amor vem com o tempo!
Francisca abaixava a cabeça com lágrimas es­correndo, sabia que o amor não viria não!
E Morena Sol no ano de 1977 por meio da XYB-99, continuava espiando Francisca.
Em 1843, a menina tinha as ditas regras menstruais, já era considerada mulher feita, não havia adolescência, Morena percebia o sofrimento deste tempo, observava o quarto dela, as roupas da época, os cabelos, os tecidos, a decoração, as fitas no cabelo, o rosto das duas meninas, conhecia cada centímetro da intimamente de Francisca e Ana. Conseguia ver cada detalhe de tudo, os vestidos longos, as tinas imensas aonde tomavam banho... mas via principalmente seus sonhos e sofrimentos.
Outro absurdo era que Ana a irmã mais nova, aos doze anos também ia se casar, também ia conhecer o noivo de quarenta e seis anos de idade. Francisca estava apavorada, e Ana, então? Mais ainda, tudo o que Ana queria era brincar!
Quando voltaram da missa do galo, no quarto de dormir, abraçadas em silêncio, choravam, este ia ser o natal mais triste de suas vidas, Ana ainda queria e muito, brincar com suas bonecas, Francisca já se interessava por rapazes, mas não por um homem tão mais velho assim. Ana com lágrimas nos olhos, perguntou à Francisca:
— Minha irmã, será que poderei levar minhas bonecas para onde eu for morar quando eu me casar?
— Leve, mas leve escondido, mas não deixe, nem seu marido ver, nem nossos pais, eles não permitirão que você leve nenhuma boneca, minha irmã.
Foram dormir num silêncio desanimado e triste de dar dó. O almoço foi parecido com um velório, as meninas conheceram seus “noivos”.
O noivo de Ana ia mudar-se para Cruz Alta, no Rio Grande do Sul e iria montar um comércio por lá e continuar a morar na casa da mãe, ou seja, Ana Iria morar com a sogra.
Ele sabia que a menina era muito novinha e confiaria os cuidados da menina à mãe dele, que ensinaria a garota a ser uma boa esposa ao filho dela.
Já o noivo de Francisca, iria continuar por perto daquelas terras, indo morar numa casa no meio do mato, isolada, e um pouco distante dos pais. Ambos eram sujos. O obvio aconteceu, ambas sentiram nojo dos noivos, eles eram muito velhos, com aparência de homens porcos que não gostavam de tomar banho nem no dia do natal!
Mas eram ricos, e “compraram” as meninas que deixariam de ser propriedades do pai, para se tornarem propriedades dos maridos. Depois do almoço, eles foram embora.
As meninas arrumaram a cozinha, lavaram a louça, cabisbaixas, e desanimadas, em depressão e silêncio. Nada a comentar, diante do futuro de morte em vida que estava guardado para elas. Depois choveu, e Francisca ficou sentindo o cheiro de terra molhada. E sonhando voar junto com os pássaros alegres que se divertiam na chuva, para bem longe dali. Indagava a si mesma, querendo saber a razão de não ter nascido pássaro...

Este destino era comum, e era perfeitamente legal e permitido, entregar uma garota de apenas doze ou treze anos ao casamento, naqueles tempos...

domingo, 31 de julho de 2016

lay out do primeiro capitulo da quarta edição de Amar ainda vale a pena



 Capítulo 1

O amor e as mudanças do comportamento feminino


Comportamentos amorosos e sexuais se modificam ao longo dos anos, variam de cultura para cultura, de acordo com influências sociais, econômicas, religiosas, morais, éticas e até científicas.
Há um questionamento sobre o que seja o amor, e seu conceito é definido por base de várias explicações.
A psicologia utiliza entre outras formas de compreensão, histórias mitológicas como parâmetros.
Vale ressaltar que os mitos históricos exercem grandes influências para explicar o conceito do amor, a psicologia, se valeu deles para demarcar diferentes trajetórias simbólicas como parâmetros fixados a fim de explicar o desenvolvimento humano, e formação da psique tanto individual quanto coletiva. Assim, Freud, Jung, Erich Fromm, entre outros transformaram os mitos de lendas ou histórias em nível de uma compreensão do inconsciente e entendimento elaborado pelos povos a fim de solucionar os fenômenos inexplicáveis da natureza, os problemas de cunho emocional, pessoal e cognitivo.
O mito também aufere a simbologia dos sentimentos e atitudes inconscientes da cultura de um povo, para a psicologia esta contribuição é impagável. Assim sendo, por esta ótica definir descrever o significado e o caminho do desenvolvimento amoroso, por essa ótica, com a finalidade de tornar o amor objeto de conhecimento mais profundo, no que se refere à sua essência.
            Para Jung (1978), os mitos foram fundamentais para compreender a espécie humana, pois através deles é que acontecem as manifestações dos arquétipos, isto é, modelos advindos do inconsciente coletivo da humanidade que constituem a base de formação da psique humana. Os arquétipos têm como função revelar atitudes dos homens, dar uma significação ao mundo e à existência humana.
            Neste sentido, o Universo dos símbolos, é definido segundo Brandão (1988), se apresentando em todas as culturas e épocas de forma idêntica. Eles possibilitam vislumbrarmos nossa origem apenas por meio de seu significado, e, por sua vez, facilitam a recuperação da nossa memória e, portanto, da nossa consciência e identidade como ser humano.
Assim, as várias versões do mito de Eros, ganhou diferentes histórias, preservando uma mesma essência, povos antigos utilizavam várias interpretações de Eros para explicar o surgimento do amor, contribuindo para alcance do entendimento de seus signos e parâmetros para psique dos tempos atuais, resgatando parte da identidade em sua origem.
O amor é preponderante para o surgimento da vida no universo, visto que apresenta grande influência sobre todas as coisas da natureza. A energia do amor é forte e avassaladora, pois ele é a força cósmica da multiplicação. Essa força é também responsável pela união e ordenação das diferentes forças do universo.
Diversas interpretações discorrem diversas histórias sobre Eros.
No período greco-romano Eros ganhou personificação desta força e no período Alexandrino a crença em deuses perdeu forças, mas durante todo tempo, versões diferentes, continuaram a aparecer para compor a origem e desenvolvimento de Eros. Na mais conhecida ou popular na civilização ocidental, segundo Brandão (1988), Eros foi concebido por Hermes e Afrodite Urânia, a divindade dos amores etéreos. Filho da deusa do amor e da beleza, Eros foi descrito como companheiro e auxiliar constante de sua mãe, tendo como função realizar todos os seus desejos e pedidos. Dessa maneira, ele se tornou um ser sem vontade própria, usado como um objeto realizador das vinganças de Afrodite ou, simplesmente, mediador da sua diversão.
Outra versão apresenta Eros tal qual um garotinho louro, alado e travesso. Afrodite, preocupada com seu filho que não crescia, queixou-se e pediu orientação a Têmis, deus profético da lei que, com sua sabedoria, esclareceu que o menino não crescia por ser uma criança muito solitária, por não partilhar nada e por não conhecer o sentimento de troca, nem de fraternidade. Têmis afirmou também que ele haveria de crescer se compartilhasse seu desenvolvimento e vida com alguém. Por fim, o deus da lei orienta Afrodite a ter mais um filho. Seguindo sua orientação, ela dá à luz Anteros, deus do amor mútuo e compartilhado. A partir desse nascimento, Eros passa a conviver com seu irmão, dividindo a atenção da mãe. Ao experimentar o sentimento de cuidado e amizade para com o outro, ele começou a se desenvolver e se tornar o deus mais belo e formoso do Olimpo.
            Esta última narrativa, deixa claro que Eros só foi capaz de amadurecer e se expandir a partir da vivência de uma relação de troca, de atenção e cuidados, ou seja, um relacionamento próximo e afetivo com um igual.
            O sucesso de um relacionamento, não depende apenas da essência dos sentimentos crus e idealizados pela mitologia,  pois os parâmetros definidos pela mitologia foram citados muito antes de existir o mundo como existe nos moldes ocidentais contemporâneos, a essência do sentimento permanece igual, porém na sociedade capitalista de consumo, a força do amor sofre influências sociais e políticas nos atuais moldes do qual a materialidade é fator preponderante, assim bem como a responsabilidade com contas de consumo, moradia, e manutenção da vida com todas as necessidades da sociedade atual,  para a existência e continuidade do amor .
A mídia dita padrões de beleza de quem é ou não atraente ou interessante com atributos físicos e financeiros.
No Brasil, as grandes Metrópoles aliadas à Sociedade Capitalista de Consumo, seguem relações depois de grandes mudanças pautadas em diversos interesses.
Os comportamentos também sofrem grande influência da mídia, e a mídia trabalha a favor do capitalismo, sendo contratada para manipular a massa a fim de fazer pensar ou hipnotizar e cegar a sociedade para interesses escusos das grandes elites.
Houve um dado momento histórico, em que grandes interesses, moveram a mulher dona de casa de seus lares, para  que surgisse a mulher de classe média e de classe média alta como mulher independente financeiramente, as mulheres extremamente pobres sempre trabalharam desde os tempos do Brasil Colônia.
Num momento histórico de grande expansão industrial, incentivaram a mulher de classe média e classe média alta, não somente ter independência financeira, mas  com direito ao voto, este momento de consciência social e política abrangeu todas as camadas da estratificação social, todas podiam votar, e muitas delas seguiam a opinião política do marido,  com construção de signos que  representassem esta nova mulher no Brasil.
As mídias foram  desencadeadas a partir da linha de tempo histórico-cultural, e a temática focou-se em  análise de fenômenos, ditados pelos padrões dos feminismos, com expressões e representações próprias, incentivando a liberação da  sexualidade feminina, com introdução de luta por igualdade política, luta pelos direitos civis iguais em relação aos homens. Os temas foram manipulados pelo capitalismo, e a devolutiva ao público feminino leitor destas mídias todas, tiveram discursos ideológicos materializados.
Mas o que fez o capitalismo era muito diferente dos ideais feministas legítimos, pois os mesmos  se baseavam em mídia da época.
Os ideais dos quais se baseavam as mídias interessadas em mudança de comportamento feminino, eram manipulados por objetivos escusos capitalistas.
O engajamento da  libertação  feminina, veio de encontro com outros interesses. Que seria diferente da real libertação da opressão feminina de fato.Na inspiração da escrita do  ‘Manifesto Comunista’, Marx e Engels tocaram na questão de que as classes dominantes oprimiam as mulheres, deixandoa-as sob insignificância de uma segunda classe de cidadania na sociedade e na família.
Sob forte análise de que o homem da classe dominante, enxergava na esposa um mero instrumento de produção… Um objeto criado para servir ao homem, ao lar, libertar a mulher significa acabar com a ideia  de que as mulheres sejam meros instrumentos de produção, servidora braçal de seus homens.
Os comportamentos brasileiros foram pautados na cultura latina, que por sinal, sofre fortes tendências ligadas aos discursos do machismo, que impera até os dias de hoje, o que se assiste nos aspecto do que traçam como amor, é aniquilação da verdadeira libertação feminina, moldando a mulher para servir ao homem inferiorizando-a, sob aval do capital e seus tentáculos opressores, fazendo a mulher almejar um casamento nos moldes que vê na mídia, enxergando nos tipos de relação traçados na manipulação de massa, um sinônimo de felicidade.
Nestas abordagens, deste trabalho de pesquisa, o termo “introjetar” será mencionado, como parte de todo processo tanto de mudança quanto de resistência.
“Introjeção”, segundo a Ciência da Psicologia, significa um mecanismo de defesa de internalizar ideias ou comportamentos do mundo externo para o interno, gerando o efeito de verdade no inconsciente. O mecanismo da introjeção funciona de forma a criar pensamentos automáticos sem grandes questionamentos, a fim de que as pessoas tomem atitudes automaticamente, uma pessoa incorpora automaticamente dentro de sua mente uma ideia, um ideal de comportamento imposto por terceiros, que por sua vez, adotaram automaticamente certos costumes e ideias de terceiros também e assim sucessivamente. Ou seja, a introjeção está enraizada na parte inconsciente da mente e toda cultura, superstição, crença, paradigmas científicos, preconceitos e valores ficam automaticamente estabelecidos para quem os detém. Nem sempre as pessoas questionam os valores que receberam de seus pais, os preconceitos que aprenderam, nem sempre se rebelam. Muitas vezes, o que fazem, é passar valores e preconceitos enraizados no inconsciente, para seus filhos.
Estes valores podem ser dogmas religiosos, comportamentos sexuais, controles de moralidade e muito mais. Indivíduos que vivem sem questionar os valores citados se tornam alienados, pois estão separados de autonomia necessária para romper com o que lhe foi imposto a vida toda. Ao contrário destes últimos, há outra leva que se rebela contra as introjeções percebidas no momento de sua instrução, constituem uma parte da sociedade de indivíduos questionadores de alguns valores, estes são reflexivos e pensantes.
Tudo aquilo que foi introjetado na sociedade, sobre igreja, família alimenta o objetivo do Estado autoritário, que  é preservar sua estrutura econômica através da continuidade da família patriarcal como sua unidade social primária. Reender
Para compreensão dos costmes sociais, é necessário compreender a origem da família, da propriedade privada e do Estado, com fundamentos enraizados nos primórdios da história antiga e das sociedades primitivas.
A fundamentação da família nasce a partir de um princípio materialista, que se dá por meio de  fases de desenvolvimento humano, com progressos obtidos na produção dos meios de existência elencados ao exercícios do poder.
A primeira fase, teve início na pré-história,  conhecida como o Estado Selvagem: foi uma fase marcada por, disputa de apropriação de território e coisas existentes na natureza.
Depois veio a fase da Barbárie: foi um período em que o homem se organizou mais e passou a se dedicar à criação de gado e à agricultura, com o início do incremento da produção, a partir da natureza, pelo trabalho humano.
Depois veio a fase da  Civilização: foi um período que se iniciou com a fundição do minério de ferro e a invenção da escrita alfabética, a partir daí  o homem ampliou os meios de produção dos produtos naturais, com organização da indústria propriamente dita e maior expressão da arte.
Com a evolução humana, houve caracterização de tipos familiares e os sistemas de parentesco, suas formas de matrimônio que levaram à formação da família, descrevendo as suas fases, bem como os modelos criados ao longo do processo de desenvolvimento humano.
A definição de incesto é o início da formação familiar, ocorreu no estágio primitivo, da qual as relações carnais eram reguladas por uma promiscuidade tolerante entre pais e filhos e entre pessoas de diferentes gerações, não havendo ainda, conceitos morais nem interdições ou barreiras impostas pela cultura da civilização, nem relações de matrimônio ou descendência organizadas de acordo com sistemas de parentesco culturalmente definidos, não é possível falar em formação familiar nesse período.
Segundo Morgan, houve três estágios evolutivos com origem na fase pré-histórica, de cultura correspondem, por sua vez, três modelos de família. 
 A Família Consanguínea, que é expressão do primeiro progresso evolutivo, ainda não uma constituição de família, mas há um avanço evolutivo na medida em que excluem os pais e os filhos de relações sexuais recíprocas, os grupos conjugais classificam-se por gerações, ou seja, irmãos e irmãs são, necessariamente, marido e mulher, revelando que a reprodução da família se dava através de relações carnais mútuas e endógenas.
Num segundo momento, o  progresso avança para a   Família Punaluana, da qual já não há prática de relações carnais entre irmãos e irmãs, criando a categoria dos sobrinhos e sobrinhas, primos e primas, manifestando-se como um tipo de matrimônio por grupos.o à
Nesta progressão e novo modelo de família é que foram  instituídas as origens, ou seja, um círculo fechado de parentes consanguíneos por linha feminina, que não se podem casar uns com os outros, consolidando por meio de instituições comuns, de ordem social e religiosa. Ampliando as proibições em relação ao casamento, tornam-se cada vez mais impossíveis as uniões por grupos, que foram substituídas impossíveis as uniões por grupos, que foram substituídas pela Família Sindiásmica, com a qual já se observa o matrimônio por pares, e surge autoritarismo machista da qual a poligamia e a infidelidade permaneçam como um direito masculino.
Impondo às mulheres, rigorosa fidelidade, sendo o adultério feminino cruelmente castigado.
Para Engels, a família sindiásmica foi o período evolutivo que deu o ponta pé inicial ao desenvolvimento da Família Monogâmica. Até o surgimento da família sindiásmica, predomina a economia doméstica comunista, na qual há preponderância da mulher dentro da gens, não obstante já existisse a divisão sexual do trabalho como primeira forma de divisão do trabalho.
Entretanto, quanto mais as relações perdiam seu caráter primitivo por força do desenvolvimento das condições econômicas, tanto mais opressivas as relações se tornaram para as mulheres, já que elas deviam ansiar pelo matrimônio com um só homem, renunciando às disposições derivadas do matrimônio por grupos, o que ao homem nunca foi verdadeiramente proibido. Similarmente que o casamento por grupos é definido como pertencente ao estado selvagem, a família sindiásmica é caracterizada no período da barbárie e a monogamia como pertencente à civilização. Foi necessário que as mulheres passassem ao casamento sindiásmico para que os homens encontrassem uma brecha para finalmente introduzirem a estrita monogamia, somente para as mulheres. Assim se realizou a regra, por que no matrimônio sindiásmico, além da verdadeira mãe, passa a existir a figura do verdadeiro pai, este proprietário, não só apenas da força de trabalho, mas também dos meios de produção e dos escravos. Na mesma proporção em que o homem ganha mais poder, em função do aumento das riquezas, esta  vantagem passa a influenciar não somente tudo à sua volta mas  na ordem da herança e da hereditariedade, provocando a abolição do direito materno em substituição à filiação masculina e ao direito hereditário paterno.
A origem da expressão família foi pronunciada pela primeira vez pelos romanos para designar um novo polo social, do qual o chefe mantinha sob seu poder a mulher, os filhos e certo número de escravos, com o pátrio poder romano e o direito sob todos eles.
O patriarcado foi o primeiro efeito do poder exclusivo dos homens no interior da família, já entre os povos civilizados. Este configurou um modelo familiar marcado pela passagem do matrimônio sindiásmico à monogamia. Já a família monogâmica, que surgiu no período de transição entre a fase média e superior da barbárie, é a marca da grande derrota histórica do sexo feminino em todo o mundo ocasião também em que o triunfo da civilização nascente, se ancora no predomínio masculino do qual a finalidade gire em torno de procriar filhos cuja paternidade seja
indiscutível; assim sendo toda organização se dá em torno da propriedade e  herança, porque os filhos, na qualidade de herdeiros diretos, entrarão na posse dos bens de seu pai, a partir daí há de se granjear laços conjugais muito mais sólidos, dando aval somente ao homem rompê-los, a quem igualmente se concede o direito à infidelidade. Nesta ordem à mulher, exige-se que guarde uma castidade e fidelidade conjugal rigorosa, todavia, para o homem não representa mais que a mãe de seus filhos. A monogamia aparece na história sob a forma de escravização de um sexo pelo outro.
 A monogamia, portanto, em hipótese alguma pode ser considerada, fruto do amor sexual individual, pois suas bases não se originam da natureza humana oriunda e crua, mas seus intentos sempre foram econômicos, isto é, nada mais do que a soberania da propriedade privada sobre a propriedade comum primitiva. Além do mais a antiga liberdade sexual praticada em outros momentos históricos não deixou de existir com o matrimônio sindiásmico e nem com a monogamia.
Morgan chama atenção para as  relações extraconjugais denominado por ele de heterismo, de homens com mulheres não casadas, relações que sempre ocorreram de diversas maneiras, durante o processo consolidado da civilização, trazendo a prostituição. Além do heterismo e da prostituição, outras camuflagens sob o manto da monogamia como por exemplo o adultério, demonstrando de que o progresso manifestado nessa sucessão de matrimônios, cuja expressão máxima é a monogamia, consiste no fato de que se foi tirando, cada vez mais, das mulheres, a liberdade sexual do matrimônio por grupos.
A monogamia, portanto se originou da concentração de riquezas, simbolizando, na relação monogâmica feminina, a propriedade privada, a partir do momento em que os meios de produção se tornassem propriedade comum, a existência família individual deixaria de ser a unidade econômica da sociedade e, consequentemente, o fim da propriedade privada coincidiria com a  com a libertação sexual da mulher. Para Engels, o matrimônio, pois, só se realizará com toda a liberdade quando, suprimidas a produção capitalista e as condições de propriedade criadas por ela, forem removidas todas as considerações econômicas acessórias que ainda exercem uma influência tão poderosa na escolha dos esposos. Então, o matrimônio já não terá outra causa determinante que não a inclinação recíproca.
O Estado foi criado para assegurar a propriedade da terra, que foi a principal riqueza conhecida até o aparecimento do capitalismo moderno.  A desigualdade social, decorrente da divisão social do trabalho, do surgimento da moeda e da usura, proporcionou a concentração da propriedade do solo nas mãos de uma minoria, que passou a exercer o controle cada vez maior sobre os meios de produção. Surgiram novos institutos, como os grandes latifúndios, a hipoteca e a disponibilidade dos bens imóveis. A nova sociedade, decorrente dessas condições econômicas, dividiu-se em homens livres e escravos, em exploradores ricos e explorados pobres. A figura do Estado, destinado a suprimir as lutas de classe e que, embora nascido com o propósito de conter os antagonismos sociais, converte-se em instrumento de exploração e de opressão da classe economicamente dominante.
Ao Estado se incumbe a promoção dos homens e das mulheres; de realizar ações voltadas para uma crescente melhoria da qualidade de vida, suprimindo as desigualdades por meio de de políticas públicas a fim de combater a exclusão auxiliando os prejudicados de maneira plena na sociedade com o desenvolvimento da cidadania.
Segundo Reich, a família é essencial à estrutura econômica do capitalismo pois ela beneficia o capitalista assim como o preserva até a geração seguinte, acumulando capital e bens. O objetivo posterior é alcançado pela supressão da atração sexual infantil pelos pais, produzindo, por conseguinte, uma união reprimida à unidade familiar. Como constructo de socialização, a família representa, para o sujeito, um espaço para construção da identidade onde as primeiras noções de socialização são introduzidas, no que tange as vivências de uma sociedade ocidental, contemporânea, a família tem apresentando novos modelos de contingentes, e de forma rápida, assume novas configurações, suscitando novas relações entre pais, mães e seus filhos. Não raro, encontramos cada vez mais filhos crescendo com pouco ou até mesmo nenhum tipo de contato com seus pais biológicos.
A criança ambiciona relações familiares e imita o ascendente do mesmo sexo na criação da sua própria família. Ao consultar livros e artigos, foi possível fazer, construção sócio-histórica do papel do pai na família, fazendo a consideração de presenças e ausências, da figura parental paterna na vida familiar, como também, a influência desta ausência alternada ao uso abusivo de álcool na fase adulta. Podemos afirmar que, o pai emerge como primordial no desenvolvimento da criança e, quando esse se torna ausente, tal ausência pode fazer com que a criança não consiga estabelecer vínculos afetivos e que, vazio deixado no lugar desta, torne a criança um adulto que busque o abuso de álcool, sexo, drogas, comida, ou qualquer outra compulsão na vida adulta.
Antes, o mundo capitalista tirava proveito da unidade econômica da família por causa da dominação econômica do marido sobre a esposa, que era dependente dele e trabalhava em casa sem salário. Isto permitia ao empregador do marido lhe pagar um salário menor pois o empregador não precisava levar em conta o custo que o marido teria para pagar uma doméstica ou babá ou creche. Esta falta de salário extra para o trabalho feminino tradicional e educação das crianças encorajava a mulher a ser econômica, ao passo que permitia ao empregador ter mais capital para si próprio. O marido também tirava proveito pois ele tinha em casa o poder e autoridade que não necessariamente tinha no trabalho.Porém este modelo familiar permitia mais convivência com os filhos.
No prefácio da edição de 1945, Reich afirmava que nossa estrutura familiar ocidental foi herdada da antiga estrutura patriarcal.Fraenkel (1992) percebe que a suposta "revolução sexual", alegada para o ocidente desde o final dos anos 60, é uma impropriedade, pois o sexo não é realmente aproveitado livremente, isto é comprovado em todos os campos culturais.
Neste sentido a fim de deslocar-mos daquilo que seria a liberação sexual real da mulher, nós somos obrigados a modificar nossa estrutura mental e nossa inibição moral. Ao inverso, a moral judaico-cristã ainda permanece e pequenas mudanças sociais são exageradas pois são vistas sob foco. Inclusive muitos que se declaram ateus simplesmente secularizaram e introjetam os mesmos antigos preceitos morais da cultura judaico-cristã.
A manipulação de massa, fazia a população seguir um padrão para ser copiado e vivido, visto que o casamento e a família burguesa apareceu sempre na  mídia como sinônimo de felicidade.
É comum na infância, assentir introjeções, tomar por verdadeiro tudo que pais, tios, avós e irmãos mais velhos falam e seguir a vida toda com tais preceitos como efeito de verdade automática que eclode no dia a dia.
Novas linguagens para os velhos comportamentos vão sendo inseridas como herança de geração passada a geração futura. Aquelas ideias da geração passada ainda que não se admita, estarão presentes no inconsciente da nova geração. E o modelo imposto é sempre buscado nas relações reais.
Nos anos 60, quando houve uma grande revolução no comportamento sexual, ainda havia até mesmo dentre os revolucionários, pessoas com ideias tão introjetadas das gerações passadas, que mesmo com a nova gama de ideias ancoradas na descoberta da pílula anticoncepcional e nos movimentos feministas, no que se referia ao casamento (por mais que homens se comportassem com diversas namoradas de forma aberta), quando iam se casar, buscavam uma mulher virgem.
O fato é que a humanidade ocidental carrega de modo automático, valores dos quais não se questiona, sem pensar também na extensão de enraizamentos de ideias e ideais dos quais ninguém pediu, porém que exercem sim grande influência no comportamento e no relacionamento afetivo, principalmente. Trazendo sequelas tais  como, frustrações, medos e culpas.
Não é tão fácil se livrar destes valores disparadores de comportamentos. Eles perseguem por meios subliminares, e assim, é que pode se afirmar que certas atitudes são inconscientes porque nem tudo o que se faz no relacionamento afetivo é realizado racionalmente.
A sociedade reacionária, machista e moralista oprimia as pessoas do século passado, a ponto de influenciar negativamente os dias contemporâneos, a mulher era tão reprimida sexualmente e tão condicionada que ficava engessada na infelicidade, sem identidade ou aprendendo a mentir para formar uma identidade oculta.
Há relatos de indivíduos, por volta dos anos 40, que realizavam o casamento de suas filhas na polícia, posto que elas mantiveram relações sexuais antes do tempo aceitável (período nupcial). A maior parte do namoro era supervisionado pela presença de um familiar na sala, onde estava o casal. Estes costumes não impediam o  casal de elaborar meios de fuga e ter encontros mais íntimos se quisessem antes de casar. Muitas mulheres dos anos  40, praticavam sexo anal com os noivos a fim de preservar  a virgindade, e satisfazer sexualmente ao noivo e caso o noivado não desse certo, esta continuava “virgem”.
Entre nos anos 40,50, 60,70,80 se o sexo acontecesse antes do casamento mesmo que não ocorresse gravidez, o rapaz era obrigado, pelos costumes sociais, a casar-se com a moça, este costume foi enfraquecendo de 1984 em diante, visto que havia o mundo epidemia de Aids (Síndrome da Deficiência Adquirida), e o povo passou a se preocupar mais com a saúde do que com moralidade dentro de atos sexuais. Na metade dos anos 80, ter relações sexuais sem proteção tornou-se um perigo eminente, e contrair HIV, era como receber uma sentença de morte. E muitas mães solteiras ouviam em casa, a frase “Filho a gente cria, mas Aids mata” ou “graças à Deus foi apenas uma gravidez e não uma doença”.
Uma minoria de mulheres jovens, em todos os séculos fugia  aos padrões da época, sucumbindo aos desejos sexuais.
Antigamente no auge do machismo, os homens não se preocupavam com o prazer da parceira, da qual eles se serviam. Era muito comum acreditar naquele tempo que perdurou por décadas, que os homens, somente eles, precisavam de sexo, as mulheres só precisavam de proteção, de serem sustentadas e de amor. A sociedade sujeitou a mulher a um regime de exclusão.Mulheres que assumiam necessidade de sexo eram denominadas de  histéricas, ninfomaníacas e diagnósticos doentios. As mães machistas ensinavam para as filhas que os homens precisavam ejacular e que faziam mal a eles “coitadinhos” conter os espermas (o que pode ser considerado um mito, pois o organismo reabsorve os espermas não ejaculados).Nunca as mães diziam que a mulher precisava descarregar a tensão sexual através de sexo, e curioso que a maioria não diz às filhas mulheres isto até os dias contemporâneos.
Assim, muitas mulheres machistas e submissas educavam as outras mulheres, que o certo era esperar o casamento para ter relações sexuais, encaravam com naturalidade o fato de o homem procurar a meretriz.
Muitos homens levavam seus filhos para a zona do meretrício a fim de iniciar a vida íntima do rapaz inexperiente. Assim por anos, o homem foi ensinado que somente ele precisava e podia fazer sexo e por séculos, nunca tiveram problemas com isto. Os homens não tinham problemas desde que desempenhassem bem a função de ter ereção e ejacular.



Quanto mais conhecimento homens e mulheres tiverem, melhor será para escolherem a companhia ideal para o amor e sexo.As mulheres antigas eram obrigadas a suportar as traições e escapadelas de seus maridos, pois casamento era semelhante à profissão, um meio de vida no qual a mulher se garantia em relação à solicitude da vida. As atuais não tem suportado isso, mas ainda são resistentes à separação.
As mulheres lutaram por muitos anos por mudanças destes comportamentos que davam aval ao homem para expressar suas necessidades sexuais como bem entendessem. Já a mulher tinha de esperar uma vida inteira para ter relações sexuais somente com o marido, a ideia de que sexo era algo proibido problematizava a vida sexual da mulher.
Os homens eram responsáveis pelos proventos do lar e as mulheres pela organização, limpeza, educação dos filhos e controle de tudo o que ocorria no âmbito doméstico.
Muitas iam para noite de núpcias desinformadas em relação ao sexo, e muitas eram completamente alheias à informação de como sentir prazer, pois o prazer era algo reservado ao homem e ele sabia muito bem como senti-lo, pouco sabia o homem sobre o corpo feminino e as diferenças de corpos cavernosos de pênis para vagina, muitas práticas em casais casados eram “tabus” o que limitava a vida intima de ambos a uma prática sexual bastante rotineira e maçante.
Não era comum ser mãe solteira, quando havia uma, esta era discriminada e apedrejada.
Naquele tempo, o preconceito era evidente, quando havia crianças, filhas tanto de adultério quanto de mãe-solteira, estas sofriam pesada discriminação, eram denominadas de “bastardas” e rejeitadas, viviam à margem da sociedade. Por outro lado isto tudo gerou uma grande dificuldade de encarar os fatos com naturalidade e definição melhor de vida.
E de tanto proibir, rotular, retaliar, a sociedade criou gerações de pais e filhos que ainda não sabem dialogar com naturalidade sobre sexo. Entre a modernidade e o comportamento oriundo de uma geração passada que tanto adorava a preservação do moralismo e falso pudor, há um abismo tão profundo que caminha cada vez mais para sujeições a outros discursos, como comportamentos interesseiros e sem o sentimento nobre do amor. No fundo tudo gira em torno do capital e da propriedade privada.


Hoje no século XXI as políticas neoliberais trouxeram um desemprego monstruoso e as mulheres já estão sendo educadas para ter uma profissão e não simplesmente para se casarem, pouco se vê meninas de quatorze anos contando com um casamento como meio de sobrevivência como ra comum em 1940.
Com jovem se relacionando sexualmente antes do casamento, desemprego e fome, como e por que haver casamento?
Do ano 1983 ao ano de 2005, observou-se na sociedade, o nascer de crianças fora do casamento.
Emprego, educação, moradia, alimentação e vestuários etc. são preocupações de todas as classes sociais e as dificuldades e burocracias são tantas, que os casais esqueceram a velha virgindade numa gaveta do passado. Pois é mais cômodo para casais de namorados se relacionarem intimamente quando bem quiserem, sem tantos compromissos de manter um lar, do que assumir tanta responsabilidade.
Responsabilidades estão sendo considerados ideais inadequados aos jovens atuais, que mantém suas adolescências esticadas até os trinta anos ou mais, o medo de assumir compromisso é algo que predomina devido às dificuldades enfrentadas nos atuais dias, contudo, alguns jovens ainda se casam e quando querem se casar se perguntam:
“Como saber se o que sinto é amor a ponto de me casar?”
Se esta pergunta tivesse sido feita em 1962 a uma jovem namorada prestes a ficar noiva e se casar, seria fácil mostrar a ela o que fazer, pois era simples, dar um passo para o casamento significava não ter mais volta, e se ela pensasse no casamento com a probabilidade de separar, a pergunta estava respondida, pois quem amava se via ao lado daquela pessoa para o resto da vida, e se pensasse na possibilidade de separar é porque não amava o suficiente.
Mas nos anos 2000 é possível basear-se no discurso do amor eterno para construir um casamento? É justo dizer que, quem pensa em casar-se pensando na probabilidade de se separar, não ama?
No tempo do namoro, noivado, casamento era tudo mais definido e como adequar este termo “amor” nos tempos presentes?
A verdade é que o discurso do amor, é, foi e talvez sempre seja o discurso de um sentimento muito valioso que não tem a menor obrigação de durar para sempre.
Seria utopia imaginar a capacidade de amar somente uma pessoa para sempre.
Mas o grande detalhe é que quando se ama e se relaciona com uma pessoa, independente de ser nos anos 2000 ou no ano de 1900, há um grande prazer na sua companhia e se vê com ela por toda uma vida.
Não se deseja viver com outra pessoa, mesmo que esta outra seja uma pessoa muito boa.
Quando se enxerga dentro e fora do casamento ao mesmo tempo, há um sinalizador de que este sentimento chamado amor pelo seu par, não está cem por cento dentro de você.
Achar que pode mudar de cônjuge quando bem lhe convier é não estar certo de que encontrou a pessoa certa e está se acomodando com a pessoa errada.
O sentimento do amor conduz ao discurso de ver o outro exatamente como ele é.
A paixão oculta quem é o outro, a paixão é nada mais nada menos, que uma projeção do que você gostaria que o outro fosse.
Na paixão, o individuo cria uma imagem do outro e adora ardentemente aquela imagem criada. Fica encantado e feliz achando o outro perfeito. No amor se visualiza o defeito do outro, ainda assim investe-se na relação, com o intuito de permanecerem juntos.
Quando se ama não se consegue ver a nossa vida sem a presença da outra pessoa.Não é correto pensar que na primeira dificuldade se vai abandonar “o barco”, como não era sinal de amor pensar em se desfazer da união logo na primeira dificuldade, porém é possível hoje aceitar que o amor se extingue e se transforma às vezes em amizade e às vezes em inimizade, hoje temos plena consciência de que este sentimento se acaba, mesmo que haja investimento na relação e que se trabalhe a relação, ainda assim o amor não está isento de se acabar.
Comportamentos amorosos e sexuais em regiões onde imperava a miséria e a fome, não foi mencionado, pois requer estudos profundos de economia e sociologia. Em lugares de seca do nordeste, por exemplo, e lugares de escassez de viveres, os comportamentos eram bem diferentes, e não foram levantados  dados para a complementar esta pesquisa. 
Na realidade quanto mais relações sexuais um casal tiver, mais prazer alcançará. Ter relações extraconjugais não é garantia de que haverá mais prazer do que se há com cônjuge.
Mas existem hoje escolhas que as pessoas fazem e que devem ser respeitadas.
O ideal é casar-se após a paixão passar e quando vier o verdadeiro amor. E assim sendo, é necessário saber diferenciar a paixão do amor, pois são sim sentimentos bem diferentes. 
A euforia e o estado de graça e prazer deliberado que ocasiona a paixão é uma química que certamente desaparecerá rápido, uma ilusão que caminhará para desilusão!
Se o casal não enxergar a tempo quem são realmente, sem máscaras ou enfeites, sem ilusões e traçar o que desejam da vida. 
O amor é um sentimento de querer muito bem.
Consciente da realidade do que é o outro, é sentimento tranquilo, seguro, fiel e amadurecido, de confiança mútua, amizade e cumplicidade, admiração e respeito, carinho e desejo de sexo, companheirismo e colaboração, consciência e presença de espírito, tolerância e resignação: às vezes renúncia de algo que possa abalar a harmonia da relação, fazer concessões, perdoar, prosseguir, defender, delegar, compreender, abraçar, ouvir, ajudar, se você sente tudo isto pelo outro individuo.
Mas tudo mudou com o passar do tempo no que se refere a comportamento. A princípio quem mais se propôs a mudar foi a mulher. O homem resiste para que o machismo impere, e que a mulher o sirva.
Um relacionamento bem sucedido pode estar baseado no aprendizado de homem e mulher, eles precisam aprender a serem bem mais amigos, companheiros e bem menos concorrentes.
O homem faz confusão acerca do papel imposto a ele, pois se depara com a mulher desempenhando o papel de ambos.
É necessário aproveitar a emancipação sem concorrer.
Na mudança de século para século, muitas mudanças foram feitas, porém nunca se soube que a mulher teve alguma oportunidade desde o nascimento, de encarar o desejo sexual com tanta naturalidade que o homem encara, com o aval de todos.
A mulher ainda é educada para esperar e somente ter relações sexuais com amor.
O menino cresce com aquela obrigação imposta de ser macho e de “comparecer” às mulheres quando for solicitado.
Esta obrigação imposta não oferece ao menino escolhas na vida, ensina o garoto a não desenvolver a afetividade pelo sexo feminino o que gera prejuízo para os relacionamentos diversos.
Se os homens fossem educados também para o amor sem o peso do preconceito, os casais seriam mais felizes! Se as meninas tivessem acesso à sexualidade com mais naturalidade e mais cedo possível aprendessem a sentir prazer sem culpa, não teríamos no mundo tantas mulheres que já são mães e não sabem até hoje o que é um maravilhoso orgasmo!
Parece que o mundo mudou muito, porém o que ocorre no mundo atual é uma gama de fantasmas do passado entrando em conflito com os anseios presentes.
A hipocrisia ainda existe e há preconceitos dominando toda a sociedade, os velhos preconceitos e os novos, valores velhos e novos, minando a psique humana num misto de pessoas que preservam sentimentos e pessoas que tem ausência deles se relacionando de forma interesseira.
O homem nunca teve problemas em sentir desejo sexual, pelo contrário, era incentivado a sentir e procurar mulher o quanto antes! Então porque ele se incomodaria em fazer grandes mudanças?
Ao longo do desenvolvimento das crianças, as naturais fases da vida, aproximam ou afastam os sexos opostos.
Quando crianças, por volta dos seis anos, meninos repudiam as meninas e vice-versa, consideram a garota chata, boba etc... E as meninas também assim fazem, no geral é assim que se comportam, com esta idade e às vezes alternam este comportamento com entrosamento em brincadeiras competitivas num intuito de medir quem é ou não mais esperto.
Nesta fase, caso a nossa mãe nos coloque ao lado de alguém do sexo oposto, protestamos, afinal estamos numa fase onde só desejamos estar compartilhando brincadeiras com pessoas do mesmo sexo, nesta fase cultiva-se a ideia de que estar ao lado do sexo oposto, é algo extremamente ridículo, sendo assim, armazenamos em nosso inconsciente esta impressão para o resto de nossas vidas.
Mas na adolescência, surge a necessidade do sexo oposto e rapazes e moças se envolvem uns com os outros, esquecendo o que havia na infância.
Quem não está apaixonado e lê uma carta de amor acha ridículo, assim como poesias românticas e comportamentos apaixonados. A razão de ser de tudo é que a sociedade não consegue viver sem o sentimento do amor e não consegue viver com ele também, tachando-o de ridículo, (principalmente se quem sente o amor é o homem que é criado para ser mais sexualizado do que sentimental).
Os pais querem ver o filho homem variar, apregoam que o homem é mais imaturo que a mulher, retardando a ideia de compromisso para o mais tarde possível, encarando com a mais pura naturalidade de que homem precisa conhecer muitas parceiras sexuais.
Muitas vezes o rapaz não está preparado para o sexo, e se sente mais seguro com uma única parceira, isto é visto com maus olhos pelos pais não religiosos quando o rapaz ainda é um adolescente.
Em contrapartida nos anos 2000 observou-se grande mudança de comportamento nas pessoas, as pesquisas revelaram que os “machões” estão em crise, o homem de hoje sente necessidade de romper a barreira criada com o emocional, e gerar um certo desbloqueio com o emocional.
Admitir emoções como as do amor pode parecer coisa de fraco, coisa de mulher, então não é tão simples assim falar de amor quando nos referimos aos homens, pois quando eles se veem diante desta emoção, tornam-se relutantes.
Hoje muitos casais dividem as tarefas no lar, e a dupla jornada também se estende ao homem.
Muito se observa na mulher moderna a ser infeliz com seu homem acusando-o de ser agressivo, mole, insensível, machista, parecido demais com menininho, fraco, violento e obcecado demais pelo sexo.
O homem muitas vezes está tentando ser o oposto disto  mas se depara com o problema:  o ser humano  evolui, porém, os valores introjetados desde a mais tenra idade, são valores difíceis de dissipar por completo, mas com um pouco de esforço é possível modificar as ações e o meio em que se vive sendo ele também modificado por ele.
A realidade é que pouco mais que um quarto das famílias brasileiras possuem como chefe de família, uma mulher com todo direito ao prazer e sem dependência de um homem para pagar suas contas.
Esta mudança foi um grande feito da mulher, embora não seja a totalidade, há de gerar certa tendência ao crescimento de mulheres chefes de família.
Ora, assim sendo, o homem ainda continua se sentindo na obrigação de pagar as contas e ser o provedor do lar, porém muitos aceitam tarefas domésticas (não são todos) e outros aceitam até mesmo de serem “donos de casa”, enquanto a mulher coloca dinheiro dentro de casa.
Não é tarefa fácil passar do período de namoro para o casamento pois o “luar de” ter prazer sexual “sem grandes responsabilidades” se transformou em uma nebulosa dúvida de sentimentos, formou-se um abismo ao deparo da convivência, o outro não é bem aquilo que parecia ser...
Vamos denominar de João e Maria o exemplo do casal abaixo:
A sociedade cobra antigos valores como homem provedor e mulher dona de casa.
Além de pequenas introjeções machistas, há pequenas e velhas introjeções, que quando levadas a extremo são capazes de aniquilar a vida das pessoas. Como no exemplo de Karen que vivia no interior  de São Paulo desde a mais tenra idade, sua mãe, a igreja local que frequentava, a sociedade, os programas de televisão, as novelas, as revistas femininas ensinaram que o certo seria casar-se virgem e se arrumasse filho sem casar que era errado ser mãe solteira, que se o namorado a engravidasse, ambos teriam de se casar.
Karen arrumou um namorado, o José.
José com o passar do tempo convenceu Karen a ter relações sexuais com ele, se acontecesse de ela engravidar, ambos se casariam, ela foi confiando na sorte que nunca engravidaria, nunca tomou precaução achava que se o fizesse, o médico da cidade iria pensar mal dela, achou Victor gostava de Karen, porém Karen gostava de José. Karen agora, já “tinha perdido a virgindade com ele” e não podia mais dar oportunidade a Victor que não sabia que Karen não era mais virgem. E este fator da virgindade Karen levava a sério, pensando que o homem que iniciou sua vida sexual seria para vida toda. Aconteceu o que Karen mais temia!
Engravidou!
 José fugiu para outra cidade somente para não se casar.
Victor soube que Karen estava grávida e se propôs a assumir a criança quando nascesse, ninguém precisava saber que era de José.
Karen aceitou a proposta, se casou com Victor sem gostar, somente para não ficar mãe solteira.
Victor após três anos de casado, envolveu-se em vício de drogas e álcool e começou a fantasiar em seus delírios de alcoólatra que a cidade toda o considerava um “corno” (homem traído) e andava pelas ruas com raiva de tudo e de todos.
Até que depois de brigas violentas, decidiu matar Karen e o filho João Victor de três anos!
E com uma arma de fogo matou mãe e filho, dando fim à sua própria vida depois.
Se os valores que eles carregavam, não fossem tão fluentes, Karen não teria casado sem gostar de Victor, ao contrário, teria assumido querer ter vida sexual com o namorado e teria tomado cuidado para não engravidar, se Victor não achasse tão importante a moça ser de um rapaz só, não teria “pirado” a ponto de exterminar com a vida da esposa e do enteado.
Histórias como estas são comuns!
Muitos já viram em sua própria casa ou na família do vizinho ou na imprensa marrom! Que tanto explora estórias como estas.
Assim é que muitas pessoas tomam decisões na vida em relação ao casamento que prejudicam uma ou mais vidas, pois se casaram baseadas nestes valores que em nada contribuem para o melhoramento da vida e da sociedade. Amor, entendimento sexual, situação financeira independente deveriam ser os fatores motivadores de união para a maioria dos casais. Quantas pessoas se veem infelizes por terem se casado por uma gestação adiantada, pelo dinheiro de um dos cônjuges, pela vida sexual que levam e já acham que se amam o suficiente para ficarem casados, e não é bem assim, é preciso muito mais do que um fator preponderante para o casamento.
É preciso mais que estes valores que há muito estão no inconsciente coletivo, porém poucos questionam se realmente estes valores servem mesmo para suas vidas!
É possível que alguém questione se estes valores como virgindade, se existem mesmo.
Não com a frequência de antes, mas em tempos atuais algumas pessoas se acham obrigadas a ficar com um parceiro somente por que tiveram sexo com ele, ainda há preconceito na raiz do inconsciente coletivo e quanto menos consciência, mais valores antigos se encontram na raiz de uma mente humana.
Concluindo a gama de ideias aqui proferidas, podemos afirmar que as revoluções feministas trouxeram um novo lugar ao sol às mulheres e os homens continuaram em seus papéis, sem perceber a sombra que se formava em cima destes papéis e que precisavam e precisam aprender a protestar um lugar junto ao sol também!
A cultura se empenha em garantir a virilidade do homem, esperando que ele se torne herói, o príncipe encantado que irá salvar a menina, que por sua vez é preparada para essa espera.
Se retrocedermos um pouco na fase infantil, veremos que o sexo masculino cresceu ouvindo que os homens são os mais fortes e as mulheres as mais fracas.
Neste contexto, atividades femininas são vistas por eles como secundárias e de menor importância. Precisando estes detestá-las por serem elementos contrários à sua masculinidade. Isto responde a tantos problemas relacionados aos casais, que um dia foram crianças. 
Meninos sofrem brutal repreensão se quiserem brincar com brinquedos de meninas.

À menina é ensinado a diferença entre feminilidade e masculinidade e ao menino é ensinado a diferença entre masculinidade e homossexualidade. A agressividade dos meninos chega a ser cultuada por alguns pais como um caminho para sua condição de superioridade. E é exatamente esta cultura que origina grande problemas de relacionamentos entre homens e mulheres.